Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
Olhão é notícia em

 

Cinco, seis dias de greve nas pescas

   O sector da pesca vai entrar em greve e com os barcos em terra Algarve vai sentir falta do peixe fresco na lota.

A greve está agendada para sexta-feira, dia 30, e pretende-se que a adesão seja geral.

No Algarve as diversas associações e companhias de pescadores prometem aderir em massa à greve, provavelmente por 5 a 6 dias, devido ao aumento do preço do gasóleo agrícola e à ausência de apoios por parte do Estado.

A Barlapescas – Cooperativa dos Armadores de Pesca do Barlavento, não será excepção.

Jorge Vairinhos, vice-presidente da cooperativa, diz que os lucros não cobrem os prejuízos, e dá exemplos. Segundo Vairinhos, uma traineira gasta em média 90 litros de gasóleo por hora, pelo que uma noite no mar (à media de 12 horas) dá um total de 1080 litros. Com o gasóleo agrícola a 0,80 cêntimos o litro, o armador terá de pagar 864 euros em combustível.

Já os arrastões, embarcações de maior porte, acarretam maiores custos. Em média, consomem 200 litros de gasóleo agrícola por hora, isto é, 1920 euros em combustível, por dia.

“Desde há quatro ou cinco anos que nenhum pescador tem lucro. Um camarada de barco ganha alguma coisa se conseguir vender mil contos em peixe. Mas para apanhar mil contos em peixe é preciso ir ao mar 15 dias seguidos e se as condições atmosféricas não forem propícias temos que ficar em terra, logo não ganhamos nada” afirma Jorge Vairinhos ao Observatório do Algarve.

Segundo o armador, para que um pescador ganhe 100 euros, a embarcação terá de vender cinco mil euros em pescado. Com a situação actual, os pescadores desta cooperativa auferem ordenados na ordem dos 250 euros por mês.

Mas as despesas não se ficam pelo gasóleo.

“Um barco quando chega à doca tem logo de pagar cerca de 20 por cento que corresponde aos seguros de trabalho e à lota. O restante, deduzindo o que se gastou em gasóleo e óleos é para dividir. O patrão fica com 40 e os 60 por cento restantes são para dividir pelos camaradas da embarcação”, afirma.

Vairinhos contesta, acima de tudo, a subvalorização do peixe: “Na minha opinião, o grande problema é o preço do peixe que estamos a vender como há 20 anos atrás. Era preciso que o peixe acompanhasse o ritmo da inflação. Eu até podia pagar um euro por litro de gasóleo, desde que ir ao mar desse lucro”, critica, apontando o dedo à liberalização do mercado.

Na Barlapescas é certo que os 270 associados vão ficar em terra, à espera que o Governo avance com medidas de ajuda ao sector.

Em terra também já estão muitos dos homens da pesca artesanal.

Hélder Rita, da Associação de Armadores de Pesca Artesanal de Quarteira, garante que só nos barcos com motores fora de bordo, que gastam gasolina e que a pagam ao preço dos automóveis, há mais de dois mil ou três mil encostados ao cais, à espera de melhores dias.

Rui Vairinho, presidente da Associação de Pesca do Guadiana, adianta ao Observatório do Algarve que as reivindicações dos pescadores prendem-se ao elevado preço do gasóleo. Neste momento "50 por cento das receitas de qualquer companhia de pescas vai para o gasóleo.", afirma.

 

Também no Sotavento algarvio os pescadores vão aderir em massa à greve pois, nas palavras de Rui Varinho "esta é uma luta em que todas as associações do país estão unidas".

 

A redução do preço do combustível agrícola e também do iva, que em comparação com outros países é elevadíssimo, são algumas das reivindicações dos pescadores.

Segundos dados da Direcção Regional da Agricultura e Pescas, no Algarve existem actualmente 2495 pescadores inscritos, e um total de 1114 embarcações registadas, 865 locais e 249 costeiras.

 
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Comemorações do Dia do Pescador em Olhão

promovidas pela Câmara

31 de Maio é Dia do Pescador em Olhão. Uma data com especial importância num concelho que tem a sua história profundamente ligada ao mar. Uma série de iniciativas vão assinalar este dia em que a autarquia olhanense faz também questão de distinguir figuras e empresas deste sector.

Continua a ser a principal força motora do Concelho, o sector das pescas está profundamente enraizado no tecido económico de Olhão, dá emprego a uma boa parte da população e é a fonte de sustento de famílias inteiras. Todos os anos, a Câmara Municipal de Olhão dá a conhecer algumas figuras e empresas que se destacaram na faina e presta-lhes homenagem.

Como habitualmente, as celebrações do Dia do Pescador prolongam-se por 2 dias e incluem palestras, exposições, passeios na Ria Formosa e cerimónias oficiais.

Dia 30 de Maio, no Auditório da Quinta de Marim, pelas 10h, debate-se o tema «Turismo Responsável – Contributos para o Desenvolvimento Sustentado das Comunidades Costeiras». O papel do turismo na sustentabilidade ambiental de uma região, o seu contributo no combate ao desemprego e a definição de Turismo Responsável são algumas das questões que serão discutidas por um vasto leque de especialistas de diferentes áreas.

Pelas 17h, no Museu da Cidade, será inaugurada a exposição de modelos «Embarcações Tradicionais Portuguesas», cedida pelo Museu da Marinha. Uma oportunidade única para descobrir alguns dos mais típicos barcos que antigamente se encontravam nas comunidades piscatórias, ao longo da costa portuguesa.

Para sentir, ao vivo, a emoção de fazer-se ao mar nestas embarcações, a autarquia de Olhão convida à realização de passeios na Ria Formosa a bordo do caíque «Bom Sucesso». Esta é uma réplica da embarcação que há precisamente 200 anos levou alguns pescadores de Olhão até ao Brasil para anunciar à família real portuguesa a expulsão das tropas francesas.

Finalmente, no dia 31 de Maio, pelas 11h, acontece o momento mais emocionante destas celebrações. No Salão Nobre dos Paços do Concelho decorre a Cerimónia de Entrega de Distinções a várias figuras e tripulações de Olhão.

Com base em dados fornecidos pela Direcção Geral das Pescas e Docapesca referentes ao ano de 2007, 4 embarcações distinguiram-se pelo maior valor de descarga na Lota de Olhão: Na Pesca do Arrasto, o destaque vai para a embarcação «Jorge Miguel», no Cerco a homenagem é dirigida aos homens do «Samuelito», na Pesca Polivalente Local sobressai a «Adélia da Paz» e na Polivalente Costeira a homenagem cabe a «Sara Miriam».

Em Aquacultura, João Miguel Sequeira Sabino e a Tunipex, respectivamente em Moluscicultura e Piscicultura.

Na arte da Ganchorrra de Mão, o pescador João António de Almeida distinguiu-se pelo maior volume de vendas.

Mas não se pense que as mulheres estão de fora destas distinções porque também elas têm um papel de relevo na actividade da pesca em Olhão. Isaura Lopes Gonçalves e Maria Natalina de Jesus vão ser distinguidas pelo Presidente Francisco Leal pelo seu trabalho, exclusivamente dedicado à arte de mariscar.

António Joaquim Moncheira, com 56 anos, vai ser homenageado pelo cargo que tem desempenhado de Maquinista Marítimo, há várias décadas. Com uma vida inteira dedicada ao mar, António Moncheira vai-se cruzar no Salão Nobre com Hernâni Baptista, com 18 anos, o mais novo pescador no activo, com direito também a distinção.

Pelo esforço e vontade de formação, João Aureliano Inácio vai ser distinguido também no Dia do Pescador pelos cursos de formação que tem frequentado ao longo dos anos. 
Instituído este ano, o Prémio Industria Conserveira irá destacar a empresa Conserveira do Sul, uma das maiores referências empresariais do sector a nível da região.

Também em destaque estará a empresa Algarfresco que receberá a distinção de Empresa Inovadora. O prémio deve-se ao facto da Algarfresco ser a primeira empresa certificada na área da qualidade (ISSO 9001) ligada à industria pesqueira.

  CMO

 

JAZZ    Concerto no Jardim Pescador Olhanense,

 amanhã, às 22h00

A Jazzar é que a Gente se Entende’ é o nome do espectáculo proposto pelo trio Zé Eduardo Unit

 

 Inserido no programa de comemorações de Olhão da Restauração - 200 anos «1808-2008», o espectáculo da banda  Zé Eduardo Unit, «a Jazzar é que a gente se entende», promete trazer para a luz do dia temas inesquecíveis da memória musical dos portugueses.

O concerto baseia-se na série de álbuns «A Jazzar» que o trio começou a editar em 2002 e que vai já no 3º capítulo. Depois de «A Jazzar no Cinema Português» e de «A Jazzar no Zeca», o último disco, lançado recentemente, apresenta uma versão bem-humorada de temas de séries de desenhos animados como «A Abelha Maia», «Noddy», «Heidi» e «Dartacão e os Três Moscãoteiros». 

Numa verdadeira operação de alquimia, os 3 músicos que compõem a banda irão apresentar uma versão muito particular e bem disposta de um vasto conjunto de temas que atravessam várias décadas de produção musical portuguesa.

Ao longo de 90 minutos de espectáculo Zé Eduardo (contrabaixo), Jesús Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso (bateria) prometem dar uma nova imagem do jazz e cativar novos e antigos fãs.

 CMO

 


mano zé às 08:14
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1 comentário:
De tv online a 25 de Novembro de 2010 às 00:40
Estou a ver na televisao informacao sobre a greve. O elevado grau de adesão á greve geral verificado mostra claramente que a solução imposta pelo Governo PS é repudiada pela maioria dos portugueses. Sócrates mentirá se disser que o bom povo português aceitou os sacrifícios que lhe foram pedidos.


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