Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
hoje, Olhão é notícia em

 

Viagem do caíque "Bom Sucesso" vai ter palestra

no dia 12 em Olhão com o Almirante convidado pela Câmara para comandar a reedição da viagem este ano, integrada nas comemorações dos 200 da Vila da Restauraçcão. 

 
 

É um verdadeiro homem de mar e uma alta patente da Marinha Portuguesa. É também descendente de um dos marítimos que atravessou o Atlântico, para dar a boa nova da restauração ao Rei D. João VI, no Rio de Janeiro.

O almirante Alexandre Fonseca é o convidado da Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS) numa palestra sobre o caíque «Bom Sucesso», que terá lugar no dia 12 de Julho, na Sociedade Recreativa Olhanense.

Uma iniciativa que se seguirá à comemoração dos 200 anos da histórica partida do barco, que aconteceu no dia 6 de Julho de 1808.

Esta embarcação acabou por ser a primeira a chegar ao Brasil, onde a Família Real portuguesa estava instalada, para a informar da expulsão das tropas francesas do Algarve e do país.

A proposta da APOS acaba por ser bem mais arrojada do que se esperaria, dada a importância histórica deste evento. A verdade é que há poucos dados concretos sobre a forma como a viagem decorreu, bem como sobre os métodos que os marinheiros, quase todos pescadores olhanenses, utilizaram para vencer o mar, a distância e chegar a bom porto.

«Atendendo à pouca literacia destes marítimos, não há documentos escritos sobre como ultrapassaram as dificuldades quotidianas desta viagem, que durou cerca de dois meses e meio», revelou o dirigente da APOS António Brito ao «barlavento».

Assim, o que se pretende com a palestra de dia 12 é colocar um pouco de luz sobre este assunto e tentar perceber como é que 18 homens «que nunca tinham feito uma travessia transatlântica» o conseguiram fazer, com recursos limitados.

«Não se sabe bem, mas consta que eles apenas levaram um ou dois mapas. Nem sequer se sabe se tinham uma bússola para se orientarem. Mas eram tipos duros, homens de mar, e com aqueles mapas e alguns conhecimentos de correntes, lá foram andando», contou António Brito.

A associação conta agora com os conhecimentos náuticos de Alexandre Fonseca para tentar preencher as lacunas desta história. «Já sabíamos que ele queria fazer um artigo sobre o que aconteceu na viagem. Convidámo-lo e ele prontificou-se a vir cá», disse.

Além desta palestra, Alexandre Fonseca vai contar a história do caíque «Bom Sucesso» noutros locais, incluindo na Academia de Marinha, em Lisboa. «Sei que ele já publicou um artigo numa revista militar sobre este assunto», acrescentou.

«Como o almirante tem conhecimentos de marinharia, o que ele tentou fazer foi ir além daquilo que está escrito. No fundo são hipóteses, mas baseadas no conhecimento científico e técnico», explicou. Algo que até se pode considerar um exercício de «ficção histórica».

Nos registos da história ficou a chegada do caíque à América do Sul. Os marítimos que tripulavam o «Bom Sucesso», depois da perigosa travessia do Oceano Atlântico, não chegaram imediatamente a bom porto. Antes pelo contrário. O primeiro sítio onde acostaram foi a Guiana Francesa, ou seja, território inimigo.

Isto obrigou a uma fuga rápida. «Naquela zona, havia muitas correntes e ventos contrários, pelo que, para conseguir escapar, se pensa que os marinheiros tiveram de remar durante dias», revelou António Brito.

Estas e outras histórias serão aprofundadas na palestra sobre o caíque «Bom Sucesso». O que não será explorado, garantiu António Brito, será a questão da viagem ao Brasil de uma réplica do caíque, para comemorar os 200 anos da viagem original.

Apesar de esta ideia ter sido acarinhada pela APOS e de o próprio almirante Alexandre Fonseca ter pertencido à comissão criada pela Câmara de Olhão para tentar viabilizar, aparentemente sem sucesso, o projecto, António Brito assegurou que este assunto não cabe na iniciativa que a APOS vai promover.

«Se calhar até tínhamos mais gente presente se fossemos por esse caminho. Mas, por respeito ao almirante Alexandre Fonseca, não o queremos envolver numa guerra que não é dele», garantiu.
 

barlavento online
 

 Feira Nacional de Parques e Ambiente a decorrer em Olhão

aposta nas empresas de Ecoturismo.

   Um enfoque nas empresas que se dedicam ao turismo de natureza e uma bolsa de turismo, onde profissionais do sector turístico poderão fazer negócios, são duas das novidades da terceira edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente, que vai decorrer em Olhão, entre 24 e 27 de Julho.

A primeira e única feira que juntou áreas protegidas de todo o país e até da vizinha Espanha num só espaço volta este ano a ser pioneira, ao promover um encontro nacional de empresas de Ecoturismo certificadas. Ao todo, estarão presentes mais de 50 empresas, que operam de Norte a Sul do país e nas Ilhas.

Além de mostrarem os produtos que têm para oferecer, as empresas vão promover actividades ligadas à sua área de trabalho, dirigidas aos visitantes. Haverá iniciativas em sectores tão distintos como mergulho, montanhismo, pedestrianismo, turismo equestre e observação de aves.

A aposta no mundo empresarial ligado ao ambiente «é para manter no futuro», revelou ao «barlavento» Marcos Bartilotti, responsável pela direcção e programação da feira. Uma medida que visa «dar outra dimensão ao evento e atrair pessoas de todo o país».

Nos dois primeiros anos, a feira teve uma componente mais institucional e científica. Vertente que se irá manter este ano, com a continuidade dos debates e palestras.

Um dos pontos altos da iniciativa será o seminário internacional sobre o tema «Ecoturismo na Conservação da Natureza». «O seminário deste ano está muito forte. Já no ano passado foi um sucesso», assegurou.

Outra novidade, que Marcos Bartilotti considera uma vitória, é a abertura da Quinta do Marim aos visitantes da Feira de Parques Naturais. «Serão promovidas diversas actividades dentro da sede do Parque Natural da Ria Formosa.

Entre elas, workshops, palestras e visitas guiadas ao Centro de Recuperação de Aves», revelou. As empresas presentes também irão promover actividades neste espaço.

Destaque ainda para a «grande representação espanhola» que virá a Olhão. Além de áreas protegidas do país vizinho, também vão marcar presença «empresas que operam dentro de parques naturais».

No que toca a entidades portuguesas, estarão presentes áreas protegidas de todo o país, bem como os «Parques Ecológicos de Gaia e do Funchal».

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade continua a ser um dos principais parceiros da Câmara de Olhão, na organização do evento.

Em 2008, também a associação algarvia Almargem se junta ao lote de organizadores.
À semelhança de outros anos, a feira vai ter associada uma componente mais cultural.

Além da já habitual exposição «Design for Future», a terceira edição da feira contará com uma «Fotobiografia da água», uma mostra de Paulo Magalhães.

Ao mesmo tempo, será promovido um mercado de produtos regionais e de agricultura biológica. Uma mostra de livros sobre ambiente e conservação de natureza completa o programa cultural desta iniciativa.
 

POLIS da Ria Formosa já tem Administração
    

O reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, foi nomeado presidente da Assembleia-Geral da sociedade que vai gerir o Polis da Ria Formosa, cuja administração será presidida por Valentina Calixto, da Região Hidráulica do Algarve.

A Assembleia-Geral terá também um secretário, cargo entregue a José Norberto Apolónia.

As nomeações para a nova Sociedade para a Requalificação e Valorização da Ria Formosa (SRVRF) constam de um despacho conjunto do Ministério das Finanças e do Ambiente e Recursos Naturais, datada da passada quinta-feira, 3 de Julho.

O "Polis Litoral Ria Formosa" é um programa de requalificação e valorização de 12 praias, 48 quilómetros de costa marítima e 57 quilómetros de frente ria, que envolve cinco autarquias algarvias e prevê um investimento superior a 87 milhões de euros.

O capital Social da Sociedade vai comparticipar com 22.500 milhões de euros, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional comparticipará com 14.175 milhões de euros (63 por cento), e os quatro municípios com 8.325 milhões de euros.

O projecto está a cargo da empresa Parque Expo, que deverá apresentar até ao fim do ano o projecto final de toda a intervenção.

Faro, com 14 por cento do capital social, vai entrar com 3.150 milhões de euros para pagar em cinco vezes, com prazos de seis meses.

Tavira, Olhão e Loulé, esta última com uma participação financeira de três por cento no capital social, que corresponde a 675 mil euros, também participam na sociedade Polis.

 
observatório do Algarve

 
Idosa em apuros na Praia dos Tesos, na Fuseta.
   Uma idosa de 83 anos esteve esta terça-feira em risco de se afogar na Praia dos Tesos, na Fuzeta, concelho de Olhão, tendo sido salva por uma embarcação do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).

O comandante Jaime Trabucho explicou que a octogenária estava a tomar banho na Ria Formosa esta manhã pelas 09h00, quando se viu com dificuldades para sair da água, começando a afogar-se.

A mulher recebeu assistência no local pelo INEM e foi transportada para o Hospital de Faro, como medida de protecção.


 


mano zé às 08:40
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