Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Olhão, também se mexe

 

 Polis da Ria Formosa

Com ajuste directo
   Os projectos do Polis Ria Formosa vão ser acompanhados por 4 comissões e nove grupos de trabalho. Novo cadastro das casas do Farol, Culatra, Armona e Praia de Faro, começa este mês.

São treze as entidades e associações distribuídas por quatro comissões de acompanhamento do Plano de Pormenor da Praia de Faro, e dos projectos de Intervenção e Requalificação da Culatra, Armona e núcleo do Farol e ainda nove grupos de trabalho para as áreas a renaturalizar, dos Ilhotes e Deserta, península do Ancão nascente e poente, núcleo dos Hangares e núcleo da Fuzeta.

Entretanto, o conselho de administração da Polis Litoral Ria Formosa lançou uma consulta por ajuste directo para o levantamento das construções existentes nas ilhas barreira e ilhotes e dois concursos limitados por prévia qualificação para, respectivamente, a elaboração de projectos de intervenção e requalificação nos núcleos do Farol (área com jurisdição do IPTM) da Culatra e da Armona, e Plano de Pormenor da Praia de Faro.

Estes projectos deverão seguir o estipulado no regulamento do Plano de Ordenamento da Orla Costeira POOC Vilamoura/Vila Real de Santo António aprovado em 2005. Já o plano da praia de Faro terá de sujeitar-se ao determinado na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão -UOPG III da Ilha de Faro.

Intervêm neste processo o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos as capitanias, autarquias de Faro, Olhão e associações dos respectivos concelhos.


 
observatório do algarve
 Praia de Faro passa a pedonal
   A proibição da circulação automóvel na Praia de Faro é decisão consolidada.O Polis Ria Formosa já negoceia terrenos para o estacionamento junto ao Aeroporto. Demolições no caderno de encargos.

Um parque de estacionamento de 5 hectares, com capacidade para 1650 veículos, vai surgir nos terrenos privados junto ao lado sul da pista do Aeroporto de Faro, adiantou ao Observatório do Algarve fonte do Polis.

A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está neste momento a negociar a aquisição dos terrenos, cujas obras incluem um terminal de transportes públicos que irão garantir as deslocações para a Praia de Faro.

O acesso de veículos à Ilha será proibido, excepto a veículos de residentes, transporte de mercadorias e transportes públicos.

O acesso à Praia de Faro passará a ser feito, pela maioria dos frequentadores, a pé, de barco ou através de transportes públicos.

Segundo fonte do Polis, ainda não foi definido que tipo de transportes vai operar nesta carreira. A única certeza é que serão transportes considerados ligeiros, tal como mini-bus ou comboios turísticos.

Outro dos assuntos em estudo é o facto do novo parque poder, ou não, vir a ser tarifado.

A estrada de acesso à Ilha, entre a rotunda do Aeroporto e a ponte, é também um dos pontos a ser intervencionado. Os trabalhos incluem a criação de zonas para a circulação de peões, velocípedes e automóveis.

Está prevista ainda a intervenção na zona lagunar com a criação de túneis de comunicação de água entre os esteiros.

Zona central pode não estar livre de demolições

Neste momento está em fase de concurso o Plano Pormenor da Praia de Faro, cuja adjudicação está prevista para 16 de Dezembro. O Plano de Pormenor inclui a zona central da Ilha, desafectada do Domínio Público Hídrico e concessionada à autarquia farense desde 1956.

Há a hipótese de existirem demolições naquela área, designdamente das construções em zona de risco.

A decisão depende da análise custo/benefício - em termos ambientais e financeiros - e a avaliação será feita no âmbito do Plano de Pormenor para aquele local.

As restantes zonas intervencionadas pelo Polis serão alvo de acções de renaturalização, reestruturação e requalificação dos espaços edificados.

Quanto aos ilhotes, todas as construções serão demolidas, ou seja, há apenas a renaturalizaçao daqueles locais.


 
observatório do algarve

 Olhão recusa ser “nota de rodapé” na história das invasões francesas

António Rosa Mendes e Francisco Leal na apresentação do evento
 Congresso histórico reúne investigadores durante três dias
 
  Olhão vai receber, entre 14 e 16 de Novembro, um congresso histórico sobre o tempo das invasões francesas, no qual se tentará combater o facto de a terra da Restauração ser normalmente remetida a uma “nota de rodapé” pelos estudiosos desse período.

Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Olhão, com a colaboração do Centro de Estudos de Património e História do Algarve (CEPHA), associado à Universidade do Algarve, que decorrerá no Auditório do Parque Natural da Ria Formosa, com entrada livre.

Durante três dias, investigadores portugueses e espanhóis vão debater os acontecimentos históricos ocorridos há exactamente 200 anos, sob o lema “Olhão, o Algarve & Portugal no Tempo das Invasões Francesas”, um evento apresentado esta sexta-feira, em conferência de imprensa.

A partir do levantamento popular de Olhão, os estudiosos vão analisar as repercussões no Algarve e em Portugal e reflectir sobre o tema das invasões francesas, num total de 23 prelecções.

“Este é o único congresso que se realiza, em 2008, acerca desta temática, de importância crucial para a história de Portugal, cujas consequências ainda se fazem sentir”, disse o presidente do CEPHA, António Rosa Mendes.

Para este responsável, “não se trata de um simples congresso”. “Não é só sobre Olhão, pois foca outros aspectos. Nunca houve no Algarve um congresso histórico com nomes tão categorizados”, acrescentou.

O também coordenador científico do congresso – cargo que acumula com Paulo Oliveira – salientou que a importância de Olhão na expulsão dos ocupantes franceses “não tem sido devidamente valorada” e, normalmente, “é contada em mera nota de rodapé”.

“Houve vários levantamentos populares, no Porto, Guarda, Barcelos ou Lamego, mas com parte da população envolvida. Ora, em Olhão houve ‘o’ levantamento popular – toda a população combateu!”, frisou o historiador, lembrando a data de 16 de Junho de 1808.

“Há que fazer justiça e homenagem a quem arriscou a sua vida”, declarou Rosa Mendes, acrescentando: “Não por acaso, foi em Olhão, terra do povo, que se desencadeou o levantamento. Se não se mantêm firmes, não teria havido a consequente repercussão em Faro.”

Os estudiosos presentes no congresso vão conhecer o “único documento autêntico e fidedigno sobre levantamentos de origem popular”, o célebre Manuscrito de João da Rosa, que conta o que se passou em Olhão durante os dias da revolta contra os franceses.

A Câmara Municipal de Olhão preparou uma edição revista e actualizada que vai estar disponível no congresso e, depois, na biblioteca municipal. “É um autêntico ‘tesouro’, como não há em lado algum”, assegura António Rosa Mendes.

Momento “mais alto” das comemorações

“É um impulso para dar a conhecer a história das invasões francesas, de que Olhão não parece fazer parte, por norma. Mas a verdade é que, há 200 anos, esta terra teve uma acção importante”, considerou o presidente da câmara, Francisco Leal.

Este evento é o “momento mais alto” das comemorações de “Olhão da Restauração – 200 Anos – 1808-2008”, cujo programa teve início em Janeiro e termina oficialmente em Dezembro.

O segundo dia de congresso, a 15 de Novembro, coincide com o momento em que o príncipe-regente, então no Brasil e face à visita dos marítimos do caíque Bom Sucesso com as boas-novas vindas daquela terra de pescadores, mandou elevar Olhão a “vila da Restauração”. 

 

 
Região Sul
 

 

 

 Lista E - É extasiante, não é? É fantástica, não é? É brilhante, não é? É brutal, não é? É espectacular, não é? É! Lista E, encontra-se aqui

 

 



mano zé às 07:55
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