Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Olhão com mais emprego

 

Ria Shopping em Olhão

cria 1200 postos de trabalho 

Fachada do projecto

Para Francisco Leal   

  “Isso é muito importante, num momento de alguma crise financeira, dando resposta a um dos nossos grandes problemas, o desemprego" 

 
O centro comercial Ria Shopping, localizado em Olhão, com data de abertura prevista para Março de 2009, vai garantir 500 postos de trabalho directos, anunciou o promotor, que tenta atrair a oferta de comércio local.

De acordo com o responsável da empresa Sans Frontières, Roger Schiltz, o empreendimento de mais de 9000 metros quadrados de área comercial contará com 80 lojas, “65% das quais já estão alugadas”, disse, à margem de uma sessão de apresentação do centro comercial, realizada na passada sexta-feira.

O Estádio Padinha, propriedade do Olhanense e situado a norte da EN 125, foi abaixo para dar lugar ao Ria Shopping, um investimento superior a 30 milhões de euros num centro urbano em crescimento.

“O projecto foi pensado para um público-alvo de 25 mil pessoas, com uma área de influência de centro local. Mas com as acessibilidades poderá chegar a 70 mil pessoas”, acrescentou Mário Fernandes, responsável da empresa promotora.

Nesta primeira fase, estão garantidos 500 postos de trabalho directos. “O número pode vir a subir até 700 mas no total, incluindo emprego indirecto, será de 1200 postos de trabalho”, salientou Schiltz.

O empresário não teme a proximidade da concorrência (além do Forum Algarve, vai abrir em Tavira, também em 2009, o Gran Plaza). “É a competição normal, natural”, assegurou.

“Eu fiz a minha parte: escolhi a melhor localização possível, com um bom tamanho e seleccionei as lojas mais indicadas. Tudo para que os lojistas possam pagar os seus encargos”, acrescentou.

Mas o responsável da Sans Frontières – detida em partes iguais pelo Schiltz Investment Group, que opera na área de distribuição e centros comerciais, e Grupo Casais, um dos cinco maiores grupos portugueses no sector da construção civil e obras públicas – admite proceder a mudanças se as coisas não resultarem.

“O segredo está na flexibilidade. Se tivermos de nos adaptar às exigências do mercado, vamos fazê-lo. Se algo não funciona, muda-se, porque aquilo que vai abrir em Março de 2009 não será o mesmo um ano depois”, afiançou.

O centro comercial conta com três pisos, servidos por mais de 1000 lugares de estacionamento cobertos. Vai ser construída uma rotunda em plena EN 125, anunciou o promotor, para que o trânsito possa fluir com maior rapidez.

A arquitectura do espaço ficou a cargo da Broadway Malyan, empresa que desenhou o Forum Algarve. “Quisemos unir o facto de ser um centro de forte componente citadina com a envolvente social e natural da cidade”, explicou a arquitecta Margarida Caldeira.

No piso 0, ficará localizado o supermercado, da marca Pão de Açúcar (5142 m2), e algumas lojas de serviços. O piso 1 dedica-se maioritariamente à moda enquanto os espaços de restauração localizam-se no piso 2.

A Box, a Sportzone, a sapataria Loop, a livraria Book It e a Zippy, ligadas ao grupo Auchan (Sonae), são algumas das lojas-âncora já garantidas para este centro comercial.

Portas abertas aos comerciantes locais

As portas do Ria Shopping estão abertas aos comerciantes locais, disponibilizando condições vantajosas para a instalação no centro comercial. “É preciso um ‘cheirinho’ da cidade anfitriã”, disse Clara Chung, da empresa MID, que gere a comercialização do empreendimento.

“Bonificações no preço de cedência fixo e direitos de entrada ou facilidades de pagamento” são dois exemplos de abertura para negociações, que também passam pela Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL).

“Além de condições especiais, teremos também formação mais específica e técnica, porque trabalhar num centro deste tipo é diferente”, acentuou Roger Schiltz.

Em contrapartida, os promotores do Ria Shopping prometem ajudar o comércio local, custeando a cobertura da rua das lojas de Olhão e a colocação de painéis nas duas entradas da cidade, para informar os munícipes sobre eventos comerciais, sociais e desportivos.

“A questão da cobertura está ainda em estudo, porque não é fácil fazê-lo de forma a não prejudicar os moradores. Mas já existe uma proposta, a qual será analisada por câmara e ACRAL”, confidenciou o autarca Francisco Leal.

O edil olhanense elogiou a iniciativa privada – além do centro comercial, um hotel e um aldeamento vão criar “alguns milhares” de postos de trabalho. “Isso é muito importante, num momento de alguma crise financeira, dando resposta a um dos nossos grandes problemas, o desemprego”, sublinhou.

Por outro lado, o Olhanense também beneficiará, uma vez que mantém a posse de mais de 2000 metros quadrados, que lhe proporcionarão uma renda cujo valor ainda não está definido.

 
Região Sul
 

Somos Olhão!

acusa Câmara de Olhão "de falta de resposta a pedidos de esclarecimento feitos pelo movimento, que já motivaram queixas dirigidas às entidades responsáveis pela inspecção ao poder local, à Assembleia da República e até à Procuradoria Geral da República. " e
«Estamos dispostos a levar as nossas queixas a instâncias europeias. Temos uma reunião marcada para dia 12 de Dezembro com a eurodeputada Ilda Figueiredo»


O movimento cívico olhanense quer ter personalidade jurídica, para melhor exercer o direito à cidadania e ver esclarecidas as questões que levanta.

Para já, são apenas um movimento cívico, mas querem tornar-se uma associação dentro em breve.

O movimento Somos Olhão (SO!) fez a sua apresentação oficial numa conferência de imprensa que teve lugar no passado sábado no restaurante «A Catedral do Marisco», em Olhão, e assume a tarefa de denunciar o que, na sua opinião, vai mal neste concelho.

O movimento já vinha desenvolvendo uma fervorosa actividade online, através do blog http://somosolhao.blogs.sapo.pt, que dinamiza. Desde sábado, os principais membros do grupo saíram da blogosfera para dar a cara pelas causas que defendem. E não são poucas.

Raul Coelho, Lourenço Mendonça, José Castanheira e António Terrramoto foram os elementos que apresentaram o movimento, no passado sábado. Uma sessão que contou ainda com a presença de outros activistas pela cidadania olhanenses, nomeadamente os representantes do Fórum Olhão e da APOS-Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão.

Na sessão que, apesar de ser dedicada aos jornalistas, contou com a presença de muitos olhanenses, os elementos do SO! reiteraram algumas das denúncias que tem vindo a fazer online, muitas delas ligadas ao sector do urbanismo.

Como frisaram os elementos do grupo, esta não é a única área onde se pretendem mover, mas é aquela onde os casos são mais flagrantes.

Uma das acusações feitas foi de falta de resposta por parte da Câmara de Olhão a pedidos de esclarecimento feitos pelo movimento, que já motivaram queixas dirigidas às entidades responsáveis pela inspecção ao poder local, à Assembleia da República e até à Procuradoria Geral da República.

«Estamos dispostos a levar as nossas queixas a instâncias europeias. Temos uma reunião marcada para dia 12 de Dezembro com a eurodeputada Ilda Figueiredo», revelou Raul Coelho.

Uma das questões colocadas pelo movimento foi a alegada falta de divulgação da discussão pública dos Termos de Referência do Plano de Pormenor para a Zona Histórica de Olhão.

O SO! promete ainda ficar atento «aos contínuos atentados contra a Ria Formosa» e também à «a falta de transparência» que alegam existir «na gestão municipal».

Os membros do movimento queixam-se ainda de pressões que terão obrigado a uma mudança de última hora no local da conferência de imprensa.

«Até à passada quinta-feira, estava tudo marcado para ser na Sociedade Recreativa Olhanense (SRO). Mas, nessa noite, a direcção reuniu-se de emergência e decidiu que não podia ser lá», referiram.

Segundo Raul Coelho, os dirigentes da SRO justificaram a sua decisão com o facto «de ter sido pedida uma sala para uma sessão pública e não para uma conferência de imprensa». «A conferência já estava marcada há mais de um mês e até já era para ter sido», garantiu.

Os membros do SO! apelaram ainda àqueles que se revejam no seu trabalho a contribuir, já que, para ser uma associação e ter personalidade jurídica, o movimento terá que ter dinheiro não só para a sua constituição formal, mas também para assegurar a sua actividade.
 

    

 
barlavento online

 Cine Clube Olhão

9 de Dezembro - Terça-feira (21.30h)
La Soledad (M/12)
elenco: Sonia Almarcha, Petra Martínez, Miriam Correa, Nuria Mencía, María Bazán
2007 // 135 min. // Drama
Espanha
 Exibição apoiada pelo ICA (REDE 2008)

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mano zé às 08:09
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