Sábado, 13 de Dezembro de 2008
Olhão .....
Olhão com mais 1170 camas turísticas

 para construir em aldeamentos e resorts turísticos de luxo de quatro e cinco estrelas

 

Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR) adiantou que os 16 autarcas algarvios podem a partir desta quinta-feira lançar concursos públicos para construir aldeamentos e resorts turísticos de luxo de quatro e cinco estrelas que somam um total de 24 mil camas em toda a região.

A CCDR/Algarve reuniu-se esta quinta-feira com os autarcas algarvios e, embora com a salvaguarda de "reajustes" em finais de 2010, a maioria dos autarcas não colocou entraves à proposta da distribuição das 24 mil camas turísticas nos 16 municípios.

"Embora com reservas do ponto de partida do Plano Regional de Ordenamento do Território para o Algarve (PROT Algarve), nomeadamente o limite das 24 mil camas, o método utilizado não foi questionado e houve consenso quanto à necessidade de se avançar com os concursos", declarou João Faria, salvaguardando que em 2010 "há o compromisso de reunir" para reavaliar os investimentos.

O PROT Algarve atribuiu 8.400 camas para o litoral sul e barrocal algarvio, 4.000 camas para a costa vicentina, 4.945 camas para a serra algarvia e 6.655 camas para o baixo Guadiana, lê-se num documento da CCDR a que a Lusa teve acesso.

Com a proposta da CCDR, o único concelho a que foi atribuído o máximo de camas (3.000) foi o de Alcoutim, um dos municípios mais desertificados do Algarve e que tem actualmente uma capacidade de alojamento de apenas 4.776 camas.

São Brás de Alportel é o município que mais perdeu em relação às propostas anteriores, ou seja em 2006 a CCDR propunha 1.992 camas, hoje já só propôs 1.299 camas, para juntar às seis mil camas existentes.

Logo a seguir a Alcoutim, está o concelho de Aljezur, do lado do Barlavento algarvio, e que pode vir a ganhar 2.700 camas, caso haja investidores para transformar a proposta destas camas virtualmente autorizadas pela CCDR/Algarve, em camas reais.

O concelho de Tavira, como abrange mais que uma Unidade Territorial vai poder ganhar 2.610 camas. Actualmente conta com 28.096 camas.

Os municípios que registam maiores crescimentos percentuais em termos de dotação actual de camas são os que vão receber apenas o número mínimo de camas, ou seja 600 camas turísticas.

Portimão, Lagoa, Albufeira e Vila Real de Santo António são os quatro municípios algarvios que recebem apenas autorização para terem 600 camas cada um.

Castro Marim poderá vir a ter mais 1.950 camas, para juntar às 19 mil camas existentes.

Loulé, apesar de já ter mais de 116 mil camas (é o concelho com mais camas turísticas, mas também é o mais extenso em área com 76 hectares) tem liberdade para construir mais 1.840 camas turísticas.

No município de Silves, que tem 47.248 mil camas, a oferta vai poder crescer com mais 1.700 camas.

Em Olhão, que conta com 18.416 mil camas, a proposta que a CCDR/Algarve atribuiu àquele município foi de 1.170 camas e para Monchique a atribuição proposta foi de 1.350 camas.

Para Faro, a CCDR propõe 1.030 camas - actualmente tem 24.858 - e ao concelho de Lagos foi-lhe atribuído 900 camas de turismo para juntar às 45.851 camas que tem actualmente.

A proposta da CCDR/Algarve "não tem carácter vinculativo" e as propostas podem vir a ser "ajustadas" através da margem de variação de 10 por cento prevista no Prot Algarve.

A CCDR/Algarve propõe atribuir por município um mínimo de 600 camas e um máximo de 3.000 camas, sendo previsto ainda um máximo de 300 camas por cada Unidade Territorial (litoral, barrocal e serra).

O cálculo das camas a distribuir em cada um dos 16 municípios algarvios foi feito proporcionalmente à área livre de condicionantes que dispõe em cada Unidade Territorial (UT).

Alguns autarcas não ficaram satisfeitos com a distribuição das camas pelos concelhos.

O autarca da Faro, José Apolinário, realça que já recebeu intenções de projectos que representam pelo menos 3.500 camas e defende que para o município as atribuições continuam a ser "insuficientes".

Depois de dois anos de falta de consenso sobre a distribuição das 24 mil camas no Algarve, os autarcas continuam sem concordar com o limite imposto pelo PROT, mas esta quinta-feira foi decidido que podem avançar com os concursos para as 24 mil camas, o que significa um incremento de 4% de mais camas no Algarve.

  

 
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 Centro de ecohidrologia costeira da UNESCO

com instalações em Olhão

 

O Algarve vai ter no início do próximo ano um centro internacional de investigação na área da gestão dos recursos hídricos, um projecto com a chancela da UNESCO desenvolvido pela Universidade do Algarve.

Peritos da organização estão hoje no Algarve a avaliar as condições para instalar na região um centro UNESCO na área da ecohidrologia costeira, um projecto que envolve três ministérios e outras entidades.

No mundo inteiro, existem apenas 17 centros do género sob a égide daquela organização internacional, um conjunto restrito que vai contar agora com mais um equipamento, cujos laboratórios ficarão instalados em Olhão.

Segundo o responsável pela proposta apresentada à UNESCO, Luís Chícharo, o centro, apesar de ter o apoio científico da instituição que impulsionou o projecto, será autónomo da Universidade do Algarve.

Um edifício está a ser construído em Olhão para acolher os laboratórios, que de início funcionarão num outro espaço, prevendo-se que em Faro funcione o secretariado e que haja uma estação de campo em Vila Real de Santo António.

Esta estação de campo deverá estar preparada para receber cursos internacionais e servir como zona para ensaiar algum trabalho prático na área da ecohidrologia, cujas aplicações se estendem a vários níveis.

Como exemplo, Luís Chícharo comparou a abordagem usada na ecohidrologia à medicina alternativa, onde em vez de se ministrar antibióticos e agir de forma drástica, se age de forma preventiva para melhor gerir os recursos.

"A ideia é melhorar o funcionamento dos sistemas aquáticos usando os processos internos dos próprios ecossistemas", referiu, acrescentando que a aposta está na prevenção e não em agir drasticamente.

Uma das aplicações possíveis é, segundo aquele docente da Universidade do Algarve, por exemplo, a plantação de árvores junto às zonas costeiras para a protecção contra tsunamis.

"Se houver árvores plantadas perto das zonas costeiras, forma-se uma barreira natural que pode minimizar o impacto da onda e atenuar uma possível catástrofe", exemplificou.

Outras aplicações que usam os mecanismos naturais do próprio ecossistema para solucionar problemas hídricos podem ser a utilização de bivalves para filtrar a poluição ou de plantas para reter excesso de nutrientes.

"A vantagem é que são sistemas muito baratos e que podem ser exportados para países em desenvolvimento, uma questão que tem merecido a atenção da UNESCO", sublinha Luís Chícharo.

Segundo o professor, a instalação de um centro do género em Portugal assume uma grande importância porque representa quase uma mudança de paradigma, já que vez de importar, como habitualmente, Portugal poderá exportar conhecimento.

A candidatura portuguesa à instalação do centro da UNESCO foi apresentada em Janeiro deste ano e desenvolvida pela Comissão Nacional do Programa Hidrológico e contou com o apoio científico da Universidade do Algarve.

Em Abril, deverá ser apresentado o relatório elaborado pelos peritos que estão de visita ao Algarve, que se encontram no terreno já na fase final do estudo de viabilidade para a implantação do centro.

A proposta deverá merecer aprovação definitiva e formal na próxima reunião da Conferência Geral da UNESCO, altura em que se juntam os 193 países da organização, que têm que ratificá-la.

Nas avaliações que estão em curso no Algarve, participam representantes de três ministérios, Ciência e Tecnologia, Ambiente e Negócios Estrangeiros, a par de autarquias e entidades locais de gestão da água.

  

 
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