Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
POLIS, conferência de imprensa em Olhão

 

POLIS DA RIA FORMOSA

avança

 

As primeiras acções a ser levadas a cabo no âmbito do Polis Litoral Ria Formosa serão aquelas que as autarquias que integram a sociedade que gere o plano identificaram como prioritárias, nos seus concelhos.

Apesar de haver acções transversais, os primeiros projectos terão um cunho marcadamente concelhio e vão ao encontro das necessidades locais.

Tavira, Olhão, Faro e Loulé identificaram, na qualidade de sócios efectivos da Sociedade Polis, quais as intervenções que consideravam mais urgentes.

A partir daqui, foram elencadas as designadas por Acções Prioritárias, a maioria das quais está neste momento em fase de elaboração do projecto.

Por ter ficado de fora da Sociedade, Vila Real de Santo António não teve o mesmo privilégio, mas vai receber na mesma intervenções do Polis.

Depois de ter aprovado o orçamento para 2008, como o «barlavento» anunciou na passada semana, a Sociedade Polis voltou agora as suas baterias para a elaboração do Plano Estratégico do Polis, o documento que orientará as intervenções de fundo.

De certa forma, este vai determinar como se aplicará no terreno o que já vem disposto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) do Sotavento, para a área da Ria Formosa.

Para que isto seja possível, é necessário efectuar um levantamento da situação real da Ria Formosa e das suas populações, trabalho que está já a ser feito, segundo revelou ao nosso jornal, na passada semana, a presidente da Sociedade Polis da Ria Formosa Valentina Calixto.

Nesta fase, as autarquias não vão participar no processo, mas terão uma palavra a dizer na altura em que os estudos passarem para o papel, como Planos de Intervenção. Estes darão lugar a acções no terreno, algo que não deverá acontecer num futuro próximo.

Ao mesmo tempo, salientou Valentina Calixto, todas as acções da Sociedade Polis da Ria Formosa são sujeitas à avaliação de um Conselho Consultivo, que integra diversas entidades regionais de diferentes áreas.

Na mesma linha, a presidente da sociedade Polis da Ria Formosa garantiu que a participação da empresa pública ParqueExpo é meramente técnica e não como líder do projecto, como alguns dos opositores ao avanço do Polis alegaram.

Apesar de o POOC estar associado a demolições, por contemplar zonas a renaturalizar nas ilhas-barreira e ilhotes da Ria Formosa, acaba por ser muito mais que isso, como frisou Valentina Calixto.

Um bom exemplo de acções que serão feitas no âmbito do Polis, que há muito são reclamadas pelos que vivem na e da Ria, é a abertura de barras e dragagens de canais, bem como a reposição do cordão dunar nas zonas de costa mais fragilizadas.

Outra medida que deverá ser ponto de honra do futuro Plano Estratégico para a Ria Formosa é o ordenamento do tráfego e estacionamento de embarcações dentro deste sistema lagunar, bem como a colocação de sinalética orientadora.

Desta forma, ficarão bem definidas as áreas onde é possível circular e fundear, assim como as zonas de viveiros e sapal.

A colocação de bóias em áreas específicas, para que os barcos possam fundear sem incomodar o tráfego, é uma das medidas previstas. Tudo para que se evitem situações como a que pode ser vista no início do Esteiro do Ramalhete, em frente à cidade de Faro, onde quem navega precisa de contornar embarcações de diferentes tamanhos e tipologias, estacionadas de forma desordenada.

Tratando-se de uma intervenção Polis, para mais uma que é feita na zona de influência de um Parque Natural, o factor ambiental vai ter um peso especial.

Não é por acaso que uma das primeiras acções transversais será a limpeza da zona ribeirinha da Ria, de ponta a ponta, para recolher lixo, barcos e infra-estruturas abandonadas.

Outra indicação de que este Polis não esquece que está a jogar no terreno do Parque Natural da Ria Formosa é o facto de a sociedade que o gere ter colocado entre as suas acções prioritárias a recuperação do Centro de Interpretação Ambiental da Quinta do Marim, a sede daquela área protegida. Esta é, de resto, das poucas obras que deverá avançar para o terreno ainda em 2008.

O Polis Litoral da Ria Formosa tem um orçamento total de 87 milhões de euros, que virão em grande parte de fundos comunitários. O orçamento da Sociedade Polis para 2008, como o «barlavento» anunciou em primeira-mão, será de 2,5 milhões de euros.
 

 

 
barlavento online


mano zé às 08:26
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